Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

SINOS


SINOS

São apenas os sinos que ouço
Enquanto caminho pela rua de baixo
Sempre os ouço pelas seis da manhã
No começo de um novo dia igual aos outros

É apenas uma igreja onde os sinos badalam
Onde todos se calam
Na tentativa de se encontrar
De encontrar

Nessas horas queria estar próximo ao mar
Mar de gelo
Mar de sal

Sentir o tom avermelhado
Do arrebol
Tocar de leve meu rosto
E colorir a areia da praia

Praia beijada pelas ondas
Abraçada pelo calor
Calor do fim da tarde sob o sol

Algum lugar onde eu pudesse apenas caminhar
Ver o vôo livre do condor
Não importando se ouço sinos
Ou onde estou

10 comentários:

  1. Sim Arnoldo,
    ... apenas o som da paz
    ... a brisa vermelha no rosto
    ... o brilho do Sol no coração
    ... que importa o lugar da terra
    mas sim pegar a rota do voo livre do condor...

    Gostava de pedir-te este poema para destacá-lo num dos meus sítios, se tu deixares...
    É muito belo este poema!
    Beijo

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  2. oiii

    Seja bem vindo ao meu blog. Estou te acompanhando também.

    Beijos

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  3. Arnoldo...
    Belo seu poema... gostei!

    ;*

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  4. Lindíssimo poema.

    Perdoe-me pelos meus olhos tristes, mas é que tneho enxergado mais o conza do que o azul.

    Abraços.

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  5. Lindo, lindo, lindo demais!!
    Arnoldo, adorei esse poema!
    Estudei ao lado de uma igreja onde os sinos badalavam...e através de seu poema eu voltei naquele doce tempo...
    Amei!

    Beijos.

    Marion

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  6. Que bom, que gostoso Arnoldo este seu poema, dá uma sensação gostosa, de nostalgia, misturado com alegria do amanhecer, do mar, do vento. Lindo.
    beijos.

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  7. Um lindo voo! Ao som das letras que soam no horizonte, nas cores de mar, da areia e do abraço do sol onde o sentir de um beijo ganha asas..."Não importando se ouço sinos
    Ou onde estou"!

    Que bom é quando se voa assim, no voo livre da poesia!

    Beijinhos

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  8. Vim agora conhecer seu blog e estou a adorar, vou vir mais vezes, acredite,

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  9. Lindo,Arnoldo!

    Me senti livre e em paz lendo suas palavras!

    Beijos

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