Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó

domingo, 8 de julho de 2012

DEPOIS QUE O GALO CANTAR


Ainda não ouvi o galo cantar
Mas confesso que tenho medo
Do que poderá vir, fico confuso
Só em pensar como a lua irá dormir hoje

As estradas irão aparecer do nada
Mas só poderei seguir uma
A estrada do meu destino
E não sei se estarei pronto

Para levar aos ventos
O Amor que conheço
Para falar desse Amor
Que não mereço

Minha fragilidade está à flor da pele
Acho que ficarei à beira mar
Ficarei por horas
Para tentar descobrir
Se poderei mesmo ser um pescador



Este poema é parte integrante do conto de minha autoria “Se as Folhas Ainda Fossem Verdes...”, para ler o conto basta acessar o link abaixo, desde já agradeço, muito obrigado pela visita e pela amizade.


17 comentários:

  1. Bom dia, Arnoldo...

    Essa linguagem metafórica está muito rica, hein?

    Fiquei imaginando aqui sobre o que esse galo anuncia: suas decisões e um coração a acelerar e cheio de expectativas...

    E serão tantos caminhos e um só a seguir...

    Não tenha medo, na hora, o seu coração lhe mostrará o caminho, pois não devemos ter medo do amor...

    Agora, quanto ao "pescador", isso que torna a poesia maravilhosa, pois o leitor fica imaginando, mas ainda fica um certo mistério... Fica por conta da nossa imaginação;

    Beijos e ótimo domingo.

    Chris Amag

    ResponderExcluir
  2. Belo poema. Só temos o que merecemos.
    Felicidades!!!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. O futuro tão e sempre incerto nos assusta sempre.
    Adorei o poema, muito rico.
    Um beijo e boa semana.

    ResponderExcluir
  4. Arnoldo,ler suas poesias sempre é uma agradavel surpresa!Ficou linda de viver!Desculpe não te avisar que sua poesia estava lá no Recanto,mas é que não entrei no blog e só agora percebi minha falha!Obrigada pelo seu carinho!bjs e boa semana!

    ResponderExcluir
  5. Arnoldo
    Também temos medo do caminho que nos leva a felicidade, muito bonito seu poema. Um abraço, e uma ótima noite!

    ResponderExcluir
  6. OI ARNOLDO!
    NA HORA "H", O SER HUMANO SE SUPERA E ESCOLHE O CAMINHO CERTO, PRINCIPALMENTE SE,SOUBER QUE AO VIRAR A ESQUINA TERÁ ALGUÉM A ESPERÁ-LO...
    ABRÇS
    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI

    ResponderExcluir
  7. Pescador de sonhos, tecedor de palavras.
    Lindo o teu poema. Adorei. Beijo

    ResponderExcluir
  8. Pescador de sonhos, tecedor de palavras. Lindo o teu poema. Adorei. Beijo

    ResponderExcluir
  9. venho a teus poemas

    como quem vai a o dicionario

    um dicionario de sentimentos.

    ResponderExcluir
  10. Bom dia amigo!
    Como sempre adoro ler o que tu escreves.
    Ultimamente tem me faltado tempo pra tudo,mas não esqueço de ler você.
    Grande abraço
    se mcuida

    ResponderExcluir
  11. OLÁ PIMENTEL!!!

    BONITO SEU POEMA, E, DEPOIS DO GALO CANTAR... TUDO PODE ACONTECER, PODEMOS ATÉ CONTINUAR A SONHAR... O GALO CANTA DE MADRUGADA!!!

    1 BEIJO LÍDIA

    ResponderExcluir
  12. Olá, boa noite!
    Problemas vários fazem com que só agora esteja a regressar aos blogs.
    Vou ver se a partir de agora sou mais assíduo.
    Bom fim de semana para si!

    ResponderExcluir
  13. Comovente, querido.Que o medo do amanhã nunca te paralise...

    Beijos e bom fim de semana.

    ResponderExcluir
  14. Olá Arnoldo,

    Tudo bem? Vim agora do espaço Recanto dos Autores e parabenizo pelo texto que representa páginas em branco com a indiferença. Essa seria, sem dúvida a banalidade da relva seca.

    Quanto ao seu texto, penso que ele nos revela que estradas podem ainda não ser percebidas, mas aguardadas, visto que a lua dorme e retorna com horas para embalar o amor.

    Lu

    ResponderExcluir
  15. Maravilha! Que bom é saborear a sua poesia! Tanta sensibilidade...
    Um grande abraço.
    M. Emília

    ResponderExcluir
  16. sensacional colega!
    belo espaço bem como os outros!

    ResponderExcluir