Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó

quinta-feira, 8 de março de 2012

MAR DE ROSAS

Tem apenas um mar à sua frente
Um mar na noite logo ali quando termina os passos na areia
Logo depois da ponta dos ventos
Que balançam os cabelos

Tem apenas um mar na noite
Depois de despir o vestido preto
De despir o corpo nu de tanta espera
Depois que a noite abandona o leito

Depois que a solidão se aquece na brisa
Para invadir a alma despida
Quase sem vida

Tem apenas uma solidão no mar de vestido preto
Um olhar de leve que ficou sem jeito
Tem apenas um mar que morreu na noite e não houve outro jeito

Arnoldo Pimentel

12 comentários:

  1. Triste mas maravilhoso soneto!Eu adorei!Bjs,

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    1. E quantas vezes naufragamos no mar da solidão....
      Beijo

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  2. A mulher, as rosas e o mar são sempre uma inesgotável fonte de inspiração. Parabéns pelo poema.

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  3. Meu querido amigo

    Quantas vezes o vermelho da paixão, vira um manto de escuridão.
    Como sempre ler os seus poemas é maravilhoso.

    Beijinho
    Sonhadora

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  4. Amigo, estou extasiada! Sem palavras.
    Outro xero e mais outro e outros tantos mais

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  5. Casa dos afogados
    Dos barcos naufragados
    Salgado como as lágrimas
    Choradas pela terra...
    O mar inspiração eterna...

    Como sempre adoro suas palavras Arnoldo.

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  6. Precioso, em verdade me veio um turbilhao de imagens...
    Como sempre, um prazer visitar-te!
    Beijokas e bom findi!!!

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  7. Depois da tempestade vem a bonança. Amanhã esse mar renascerá ainda mais forte e belo, Arnoldo. Boa semana, abrçs.

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  8. A melancolia que colocou no vestido preto, traduzindo solidão, nem a beleza do mar conseguiu afastar. Lindos seus versos! Bjs.

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  9. Meu querido amigo

    Um poema nostálgicamente belo, sentimentos do mais fundo da alma.


    Beijinhos com carinho
    Sonhadora

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  10. Lindo como sempre Arnold, "Depois que a solidão se aquece na brisa
    Para invadir a alma despida .Quase sem vida". me vejo em suas palavras é incrível como me descreve bem" risos..

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  11. Lindo como sempre Arnold, "Depois que a solidão se aquece na brisa
    Para invadir a alma despida .Quase sem vida". me vejo em suas palavras é incrível como me descreve bem" risos..

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