Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó

domingo, 28 de julho de 2013

TRILOGIA HELENA

Amigo, conheça a TRILOGIA HELENA (INMEMORIAM)
Três poemas de minha autoria dedicados a minha mãe.
Visite o site do Grupo Gambiarra Profana, se gostar siga o blog,
Desde já agradeço a visita e a leitura.
Link abaixo:



domingo, 30 de junho de 2013

CHEYENNE

Tive muitos dias de luta
Até que morri
Meu sangue foi sugado pela terra
Meu corpo evaporou no tempo
E a minha história
Os livros e as vozes não contam mais


Arnoldo Pimentel

sábado, 4 de maio de 2013

DO LADO DE DENTRO DA FIGURA GEOMÉTRICA NÃO SE CONSEGUE VER O QUE HÁ DEPOIS DE JÚPITER.


Em dias de sol a sombra se esconde embaixo da ponte
As coisas passam
As fotos ficam na história
E a verdadeira amizade não evapora
Eu e meu amigo José Carlos quando nos encontramos
Para umas cervejas, lembramos o dia,
Há muito, muito tempo atrás,
Quando fomos ao cinema, no Largo do Machado,
Assistir Sherlock Holmes e depois da sessão,
Fomos caminhando, parando em vários bares,
Para muitas cervejas,
Até a praia de Botafogo.

Arnoldo Pimentel

sábado, 30 de março de 2013

DO LADO DE DENTRO TAMBÉM EXISTEM MUROS


Na minha escola o pátio do recreio era de terra,
Só bem depois fizeram uma quadra de cimento.
Na sala de aula não tinha aula de história,
Da verdadeira história,
Nem aula para construir uma memória,
Uma identidade.
A violência era silenciosa,
As bocas eram mudas, os olhos eram cegos,
E os alunos não podiam ter vontade própria.
As janelas eram vagas
Como as estrelas da ursa maior 
De lá não se podia ver o atlântico, nem o pacífico.
Mas na frente da escola tinha um mastro,
Onde tremulava a bandeira do brasil.

Arnoldo Pimentel


domingo, 3 de março de 2013

FLORES NO MEIO FIO




Não sei por que
Nascem flores no canto da rua
Junto ao meio fio
Se por ali
Passam pés arrastando correntes

No fim do dia oram
E tudo continua igual

Os trens estão sempre lotados
É para todos
Mas a Barra pra poucos

Que também oram
Para que tudo continue igual

No meio fio nascem flores
A noite chega sem flores
E o ponto final do trem
Ainda não é o ponto final

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

TORRES



Algumas pedras se confundem com a areia da praia
Que se mostra ao horizonte
Preto e branco
Não há aves
Só pedras
Areia e mar
Fundo do quadro
Fundo do mar
Fundo do céu...
A nos julgar

A voar em volta das torres
Desertas
Que sobraram

Arnoldo Pimentel

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

UM POUCO DEPOIS DAS PEDRAS



Aqui perto
Tem um castelo de areia
Daqui se pode ver

Talvez um dia
Eu vá até lá
E do alto da torre
Eu olhe o mar

Preciso parar um pouco
E sem pressa
Olhar o mar

Talvez exista um castelo
Um castelo de areia
No meio do mar

Arnoldo Pimentel